All Saints Bay: Salvador ganha Ecossistema de Startups, empreendedorismo e inovação

Uma comunidade com foco em desenvolver ecossistema inovador e fomentar o empreendedorismo em Salvador a partir da colaboração. Essa será a principal missão da All Saints Bay (Baía de todos os Santos), lançada oficialmente na noite de terça-feira (12), na capital baiana, após um processo democrático de escolha da identidade, durante o mês de novembro e início de dezembro.

O evento contou com a participação de empreendedores, de entidades como Sebrae, SENAI/CIMATEC, da Universidade representada pelo LABPROJ da UFBA e pela prefeitura de Salvador, por meio da Diretoria de Inovação. Além de players de outras partes do Brasil que enviaram mensagem saudando o All Saints Bay, como Edson Mackeenzy que ganhou prêmio de melhor mentor do Ano no Startup Awards, Pedro Menezes um dos fundadores do Órbi e empreendedor da comunidade San Pedro Valley, de Belo Horizonte, e a equipe da CUBO Itaú de São Paulo.

O movimento que cunhou na All Saints Bay se deu no início deste ano, através da Associação Baiana de Startups. Segundo o presidente da Abas, Eduardo Lobo, a criação da identidade foi um desejo coletivo. “Demos um passo importante que foi a consolidação da identidade do ecossistema, o que já era um anseio de toda a comunidade de empreendedorismo e Startups”, comemorou.

Atualmente a comunidade de Salvador conta com a participação de cerca de 80 Startups. Eduardo destaca que o próximo passo, após a criação da identidade, é aumentar ainda mais esse fomento. “Vamos buscar mais parcerias estratégicas com outros atores e agentes de outros ecossistemas, para que possamos apoiar cada vez mais Startups e empreendedores. A ideia é criar aqui em Salvador um grande polo de desenvolvimento em inovação, empreendedorismo e Startups. Uma força motriz do crescimento econômico da nossa capital e de todo o Estado”, explicou.

Um dos maiores desafios da All Saints Bay é a colaboração. José Soares, gestor do projeto de Startup Bahia do Sebrae, explica que o nome é muito importante, mas se os empreendedores não se sentirem representados e não colaborarem em prol do ecossistema, de nada vai adiantar. “Um dos pilares mais significativos do ecossistema de Startups é promover conexões. Criar uma identidade é um ponta pé inicial para aglutinar mais pessoas que se identificam com o ambiente voltado para o negócio. Porém, o mais importante é esperar que em 2018 a gente consiga estar mais aglutinado e colaborando dentro do ecossistema”.

Mais do que apenas trocar e espalhar a ideia, os participantes querem principalmente o apoio de empresas, órgãos e instituições de fomento. O Diretor de Inovação de Salvador, Ivan Neves, afirma que a prefeitura está de olho no ecossistema. “Estamos aos poucos descobrindo esse ambiente e de que forma a prefeitura pode apoiar os empreendedores. É muito importante a união de todos os atores para o sucesso dessa comunidade”.

Quem sabe bem a importância de se conectar é o empreendedor Marcus Penalber, CEO da Startup Sivirinos. Ele lembra que desde que entrou na Abas, por exemplo, o seu negócio deu um salto. “Minha Startup cresceu bastante, comecei a ter contatos com outras pessoas que eu nem sabia que existiam e que agregaram muito. Fiz parcerias, contatos e consegui até investidores. As pessoas precisam ter em mente que juntos somos mais fortes. E o All Saints Bay chega com esse propósito”.

Paulo Pietrobon, Coordenador do Laboratório de Projetos Institucionais (LABPROJ) da UFBA, aponta que a identidade é apenas um empurrão para uma trajetória muito maior que estar por vir. “O caminho do ecossistema no sentido de amadurecimento de consolidação, de cumprimento da função e da missão dele, que na verdade é gerar dinamismo de empreendedorismo e inovação, é um caminho ainda por fazer”. Ele lembra ainda o papal da Associação dentro deste processo. “A Abas tem uma responsabilidade muito grande de liderar, articular e convergir todas as instituições, estudantes, professores, pesquisadores. Ou seja, todos preocupados em promover o desenvolvimento através de empreendedorismo e inovação”, finalizou.

Para que o novo ecossistema alcance o nível de comunidades já consolidadas como a San Pedro Valey de Belo Horizonte, Porto Digital de Recife, Ilha do Silício de Floripa, e 011 de São Paulo, é essencial a participação de todos envolvidos. “O ecossistema deve ser extremamente colaborativo e aberto, qualquer pessoa que queira ajudar e colaborar pode e deve participar do ecossistema. Ele está aí para abraçar, ajudar, apoiar inserir e integrar qualquer pessoa que esteja disposta a colaborar, contribuir, ajudar e ser ajudado”, reiterou o presidente da Abas.

O PROCESSO